Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Sunday, May 10, 2009
Solidão
José Luís Peixoto
Não ouço Nada.
Vejo com os olhos fechados
o silêncio dos sentidos embrulhados
na espera descontrolada.
Sinto a tua presença.
Não te consigo perscrutar, mas estás aí!
Em tudo aquilo que não fiz e não senti
fico só, na lembrança.
Solidão, desgraçada e matreira.
Noites escurecidas pela existência,
pela perseverança e insistência
em delírios e vaidades sem estribeira.
E o Tudo não me ouve e não me sente
na espera que constrói o seu caminho,
por vias de flores sem raiz e com espinho.
Rosas que perfuram a sensação demente.
Tenho pressa e consigo ver um pouco de sensação.
Estou lá, danço uma valsa com a emoção.
Sunday, May 03, 2009
Confusão
Confuso começar
Onde se agarrar?
Não pode
Fugir, saltar para
Um lado que
Nem sempre será certo
De se cair,
Impedindo a vontade de
Raciocinar.
Engano da mente que
Não questiona, sente;
Gosta de perguntar
A quem a entende e
Não responde, ajuda e
Agradece.
Responde… cala-se e desaparece.
Distraindo o pensamento
Incongruente e enganado;
Sente-se abalroado…
Traído – talvez irado mas
Resplandece de ironia,
Aquela que é o dom do artífice,
Instigado a enganar, confundindo,
Roendo a dura verdade do engano.