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Estou cansado. Sinto que as forças me falham
e a cabeça não quer raciocinar. Há uma névoa
constante que tolhe a minha visão das coisas. Penso
como seria e tento imaginar o que nunca será.
Espero…
O cansaço insiste.
Ponho uma perna à frente da outra e
tento não tropeçar em mim próprio quando ando. Aos
poucos vou ficando tonto, como que lucidamente embriagado.
Pergunto-me se tudo o que acontece são testes ao meu carácter?
Tornei-me numa esponja que absorve e retém todos os
sofrimentos já sofridos. Talvez venha daí o cansaço.
Talvez deva espremer a esponja e deixar sair o líquido da desilusão.
Talvez assim desapareça a névoa que cobre a minha visão.
Talvez assim consiga sorrir sem ter de me preocupar
com o susto de dizer:
Oh! Por favor, outra vez não!
Talvez assim seja capaz de correr, não sei.
Talvez assim tropece de vez.
Ou talvez me levante sozinho.
Eu que preciso de mim:
talvez assim.
Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Monday, January 31, 2011
Sunday, November 07, 2010
Sinto
.
Sinto a tua falta.
Sinto-a como o gira sente falta do sol,
para crescer, para florescer, para ser.
Sinto-me sem chão para pisar.
Sinto-te e no entanto não te vejo.
Como se te pudesse ouvir mas não te pudesse
tocar.
Sinto-me abalar.
Como se não pudesse… e não posso.
Sinto-me como a chuva que cai sem parar,
sinto-me afogar.
Como se tudo à minha volta girasse contra mim
em vez de rodar comigo.
Sinto-me sem abrigo.
Como se estivesse todo tapado mas com frio,
porque tenho os pés de fora.
Sinto e senti isso tudo.
Não sei o que vou sentir…
Mas sei o que sinto agora.
Sinto a tua falta.
Sinto-a como o gira sente falta do sol,
para crescer, para florescer, para ser.
Sinto-me sem chão para pisar.
Sinto-te e no entanto não te vejo.
Como se te pudesse ouvir mas não te pudesse
tocar.
Sinto-me abalar.
Como se não pudesse… e não posso.
Sinto-me como a chuva que cai sem parar,
sinto-me afogar.
Como se tudo à minha volta girasse contra mim
em vez de rodar comigo.
Sinto-me sem abrigo.
Como se estivesse todo tapado mas com frio,
porque tenho os pés de fora.
Sinto e senti isso tudo.
Não sei o que vou sentir…
Mas sei o que sinto agora.
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