Sunday, May 02, 2010

Dia da Mãe

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Hoje é o dia da Mãe, o teu dia, Mãe.
E porque tu foste Mãe, hoje é o teu dia.
Mas hoje não é bem o dia porque
o dia já passou ontem, há muito tempo.
Passou o dia e veio a noite,
sempre da Mãe… filha da mãe.
E hoje em dia o dia da Mãe já não é dia,
é noite.
A noite da Mãe, em que eu te recordo.
Quando era o dia da Mãe que se prolongava
até à noite. Agora é a noite que vive
na sombra da noite, Mãe.
E eu pergunto ao tempo, Mãe…
Pergunto-lhe quanto tempo é que ele tem.
E o tempo responde-me a mim,
que o tempo dá ao tempo todo o tempo
que o tempo tem.
E esse tempo são três anos,
são os anos que o tempo tem.
São três anos de saudades,
são três anos sem ti, Mãe.

Sunday, March 21, 2010

Canção I

Hoje é o dia mundial da Poesia.

Poetizemos!



O poeta cria sonhos com as palavras que canta
o leitor dá-lhes vida e todos os ouvintes encanta.
Na canção do louco que suspira por um melhor amanhecer,
todos somos intérpretes e todos temos de saber.

A letra! A letra de traz para a frente e da frente para trás,
para compreender aquilo que somos e tudo o que nos faz.
Juntos, fazemos melodias e cantamos rejubilados na loucura,
dos tontos que nada sabem e andam sempre à procura.

E o tema já é um todo, com cabeça tronco e membros, descobertos.
Reagimos todos ao mesmo som e ficamos todos despertos.
A gargalhada do surdo-mudo é agora bem audível,
ensurdecedora, faz-nos tapar os ouvidos com o ruído impossível.

As palavras ficam gastas de tanto uso na mesma canção.
A mensagem sempre foi a mesma, desprovida de cisma ou intenção.