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Hoje é o dia da Mãe, o teu dia, Mãe.
E porque tu foste Mãe, hoje é o teu dia.
Mas hoje não é bem o dia porque
o dia já passou ontem, há muito tempo.
Passou o dia e veio a noite,
sempre da Mãe… filha da mãe.
E hoje em dia o dia da Mãe já não é dia,
é noite.
A noite da Mãe, em que eu te recordo.
Quando era o dia da Mãe que se prolongava
até à noite. Agora é a noite que vive
na sombra da noite, Mãe.
E eu pergunto ao tempo, Mãe…
Pergunto-lhe quanto tempo é que ele tem.
E o tempo responde-me a mim,
que o tempo dá ao tempo todo o tempo
que o tempo tem.
E esse tempo são três anos,
são os anos que o tempo tem.
São três anos de saudades,
são três anos sem ti, Mãe.
Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Sunday, May 02, 2010
Sunday, March 21, 2010
Canção I
Hoje é o dia mundial da Poesia.
Poetizemos!
O poeta cria sonhos com as palavras que canta
o leitor dá-lhes vida e todos os ouvintes encanta.
Na canção do louco que suspira por um melhor amanhecer,
todos somos intérpretes e todos temos de saber.
A letra! A letra de traz para a frente e da frente para trás,
para compreender aquilo que somos e tudo o que nos faz.
Juntos, fazemos melodias e cantamos rejubilados na loucura,
dos tontos que nada sabem e andam sempre à procura.
E o tema já é um todo, com cabeça tronco e membros, descobertos.
Reagimos todos ao mesmo som e ficamos todos despertos.
A gargalhada do surdo-mudo é agora bem audível,
ensurdecedora, faz-nos tapar os ouvidos com o ruído impossível.
As palavras ficam gastas de tanto uso na mesma canção.
A mensagem sempre foi a mesma, desprovida de cisma ou intenção.
Poetizemos!
O poeta cria sonhos com as palavras que canta
o leitor dá-lhes vida e todos os ouvintes encanta.
Na canção do louco que suspira por um melhor amanhecer,
todos somos intérpretes e todos temos de saber.
A letra! A letra de traz para a frente e da frente para trás,
para compreender aquilo que somos e tudo o que nos faz.
Juntos, fazemos melodias e cantamos rejubilados na loucura,
dos tontos que nada sabem e andam sempre à procura.
E o tema já é um todo, com cabeça tronco e membros, descobertos.
Reagimos todos ao mesmo som e ficamos todos despertos.
A gargalhada do surdo-mudo é agora bem audível,
ensurdecedora, faz-nos tapar os ouvidos com o ruído impossível.
As palavras ficam gastas de tanto uso na mesma canção.
A mensagem sempre foi a mesma, desprovida de cisma ou intenção.
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