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As palavras que brincam umas com as outras,
querem crescer no conjunto a que estão agarradas.
Mas todas juntas ao mesmo tempo tornam-se rotas,
gastas, perdidas, tontas, ébrias, falhadas.
E o poeta que as junta e as tenta significar,
fica ele próprio confuso, deslocado e louco.
Porque é com as palavras que se quer expressar
e quando não consegue sabe-lhe mal, sabe-lhe a pouco.
Todas as moedas têm dois lados, pensa:
O verso e o reverso, como as palavras que são declinadas.
O enigma torna-se fixação, vício, religião e crença…
A mensagem torna-se global e as imagens deslumbradas.
E tentar rimar? Ai que a confusão aí impera!
No esforço de harmonizar, perde-se na ignóbil espera.
A musicalidade não surge e as notas perdem-se no vazio:
O poeta não consegue enjeitar e falha o seu próprio desafio.
Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Tuesday, February 02, 2010
Wednesday, January 27, 2010
Erre de erro
.
A raiva roeu-me todo roído
no regresso das regras irrigadas.
Enraivecido, rastejo pelas ruas e sou
fustigado por rajadas de relâmpagos!
O rapaz que se regozijava no seu recanto,
repetia sem parar o erre com som rrrrrrrrrrrrrrr…
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr…
rrrrrrrrrr…
Recomeço.
Enregelado, como quem se ri do rasto quente,
regurgito reminiscências raspadas das ruas.
Arranho algumas recordações, com receio de
relembrar a porrada que revelou ser ríspida.
Realmente…
Retraído pela traição revivida, vou de rojo
pelos romances reproduzidos sem reciprocidade.
Revejo-me na rispidez irreal da realidade.
Como reagir?! Não há erro.
A resposta é rasa e rápida… sem rodeios:
Com a letra erre, com erre grande, R.
De Raiva.
A raiva roeu-me todo roído
no regresso das regras irrigadas.
Enraivecido, rastejo pelas ruas e sou
fustigado por rajadas de relâmpagos!
O rapaz que se regozijava no seu recanto,
repetia sem parar o erre com som rrrrrrrrrrrrrrr…
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr…
rrrrrrrrrr…
Recomeço.
Enregelado, como quem se ri do rasto quente,
regurgito reminiscências raspadas das ruas.
Arranho algumas recordações, com receio de
relembrar a porrada que revelou ser ríspida.
Realmente…
Retraído pela traição revivida, vou de rojo
pelos romances reproduzidos sem reciprocidade.
Revejo-me na rispidez irreal da realidade.
Como reagir?! Não há erro.
A resposta é rasa e rápida… sem rodeios:
Com a letra erre, com erre grande, R.
De Raiva.
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