Hoje é o dia mundial da Poesia.
Poetizemos!
O poeta cria sonhos com as palavras que canta
o leitor dá-lhes vida e todos os ouvintes encanta.
Na canção do louco que suspira por um melhor amanhecer,
todos somos intérpretes e todos temos de saber.
A letra! A letra de traz para a frente e da frente para trás,
para compreender aquilo que somos e tudo o que nos faz.
Juntos, fazemos melodias e cantamos rejubilados na loucura,
dos tontos que nada sabem e andam sempre à procura.
E o tema já é um todo, com cabeça tronco e membros, descobertos.
Reagimos todos ao mesmo som e ficamos todos despertos.
A gargalhada do surdo-mudo é agora bem audível,
ensurdecedora, faz-nos tapar os ouvidos com o ruído impossível.
As palavras ficam gastas de tanto uso na mesma canção.
A mensagem sempre foi a mesma, desprovida de cisma ou intenção.
Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Sunday, March 21, 2010
Tuesday, February 02, 2010
Palavras Tontas
.
As palavras que brincam umas com as outras,
querem crescer no conjunto a que estão agarradas.
Mas todas juntas ao mesmo tempo tornam-se rotas,
gastas, perdidas, tontas, ébrias, falhadas.
E o poeta que as junta e as tenta significar,
fica ele próprio confuso, deslocado e louco.
Porque é com as palavras que se quer expressar
e quando não consegue sabe-lhe mal, sabe-lhe a pouco.
Todas as moedas têm dois lados, pensa:
O verso e o reverso, como as palavras que são declinadas.
O enigma torna-se fixação, vício, religião e crença…
A mensagem torna-se global e as imagens deslumbradas.
E tentar rimar? Ai que a confusão aí impera!
No esforço de harmonizar, perde-se na ignóbil espera.
A musicalidade não surge e as notas perdem-se no vazio:
O poeta não consegue enjeitar e falha o seu próprio desafio.
As palavras que brincam umas com as outras,
querem crescer no conjunto a que estão agarradas.
Mas todas juntas ao mesmo tempo tornam-se rotas,
gastas, perdidas, tontas, ébrias, falhadas.
E o poeta que as junta e as tenta significar,
fica ele próprio confuso, deslocado e louco.
Porque é com as palavras que se quer expressar
e quando não consegue sabe-lhe mal, sabe-lhe a pouco.
Todas as moedas têm dois lados, pensa:
O verso e o reverso, como as palavras que são declinadas.
O enigma torna-se fixação, vício, religião e crença…
A mensagem torna-se global e as imagens deslumbradas.
E tentar rimar? Ai que a confusão aí impera!
No esforço de harmonizar, perde-se na ignóbil espera.
A musicalidade não surge e as notas perdem-se no vazio:
O poeta não consegue enjeitar e falha o seu próprio desafio.
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