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Não posso falar de tristeza com ligeireza.
Com certeza.
Nem sequer penso em tentar perceber tamanha avareza,
mas assumo as rédeas e cavalgo com destreza.
No entanto, ai de mim! Que o peso que carrego pesa!
É como ser plebeu e andar armado em realeza.
Assim, afundo-me lentamente e fico agrilhoado na profundeza.
Tudo é turvo, não consigo ver com clareza.
E de repente… surpresa!
Mas não, afinal não era a minha princesa…
Mesmo assim, transformo-me e afirmo, com firmeza:
Faço-me Rei num reino de pobreza.
E mais ninguém, senão eu próprio e sem estranheza,
percebe porque jogo à defesa.
Bem-vindo ao meu blog de poesia. Aqui publico com irregularidade os meus poemas. Na página principal só consegue ver dois, pois não quero uma página infinita. Para ler mais basta seguir os "links" do lado esquerdo. Após a publicação do primeiro livro, a divulgação continua a ser a palavra de ordem. Por isso, espero pelos seus comentários e se gostar, partilhe! Obrigado e boas leituras.
Saturday, December 12, 2009
Tuesday, December 08, 2009
Eclipse
.
Hoje acordei e não vi o Sol.
Decidi esperar pela noite para perguntar à Lua:
Que se passa? Que aconteceu ao Sol?
O Sol ficou triste e deixou de brilhar,
disse-me ela.
Não consigo dormir hoje à noite.
Perguntei a toda a gente:
Porque tinha de ser assim?
Porque não podia ser diferente?
Ao que toda a gente me respondeu:
O Sol não brilha porque não o queres ver brilhar.
Eu respondi a toda a gente:
Não, não consigo ver o Sol…
e não posso viver só com luar.
Hoje acordei e não vi o Sol.
Decidi esperar pela noite para perguntar à Lua:
Que se passa? Que aconteceu ao Sol?
O Sol ficou triste e deixou de brilhar,
disse-me ela.
Não consigo dormir hoje à noite.
Perguntei a toda a gente:
Porque tinha de ser assim?
Porque não podia ser diferente?
Ao que toda a gente me respondeu:
O Sol não brilha porque não o queres ver brilhar.
Eu respondi a toda a gente:
Não, não consigo ver o Sol…
e não posso viver só com luar.
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